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QUERO MINHA COTAÇÃOAté que semana a grávida pode voar sem atestado?
Até a 29ª semana de gestação. LATAM, GOL e Azul dizem a mesma coisa: quem está no começo ou no meio da gravidez, sem nenhuma condição que exija cuidado extra, embarca sem atestado e sem declaração de responsabilidade.
A contagem é em semanas, não em meses, e vale a idade gestacional no dia do voo. A Azul diz isso com todas as letras: o tempo de gestação é considerado na data de embarque, e não na data da compra da passagem. Quem compra com três meses de antecedência precisa calcular em que semana estará no dia de embarcar, e também no dia da volta.
Quais são as regras da LATAM, GOL e Azul para gestação única?
A tabela abaixo resume o que cada companhia informa em sua página oficial para gestação única e sem complicações, consultada em 1º de outubro de 2026.
| Semanas de gestação | LATAM | GOL | Azul |
|---|---|---|---|
| Até 29 semanas | Sem atestado | Sem atestado | Sem atestado |
| 30 a 35 semanas | Atestado médico apresentado no balcão do aeroporto | Atestado médico, emitido no máximo 7 dias antes do embarque, com validade de 30 dias | Atestado médico e formulário de gestante da Azul |
| 36 e 37 semanas | Atestado enviado à área médica da LATAM, ao menos 48 horas antes da partida | Atestado e declaração de responsabilidade assinada pelo médico e pela gestante | MEDIF preenchido, validado pela área médica da Azul |
| 38 semanas | Atestado enviado à área médica da LATAM, ao menos 48 horas antes da partida | Embarque só em situação de extrema necessidade, acompanhada do médico responsável | MEDIF preenchido, validado pela área médica da Azul |
| 39 semanas ou mais | A LATAM não leva a passageira | Embarque só em situação de extrema necessidade, acompanhada do médico responsável | A página da Azul não traz regra para essa fase |
Duas observações sobre a tabela. A LATAM afirma que recomenda não viajar no terceiro trimestre da gravidez, porque o atendimento médico dentro do avião é limitado. E a GOL, na semana 38 ou mais, exige ainda a declaração de responsabilidade assinada pela gestante.

E se a gestação for múltipla ou de risco?
Os limites chegam antes. Nas três companhias, a gestação de gêmeos ou mais muda de faixa na 30ª e na 32ª semana, não na 36ª.
Na LATAM, gestação múltipla de 30 a 31 semanas pede atestado no aeroporto, e de 32 a 38 semanas pede o atestado enviado à área médica. Na GOL, de 30 a 31 semanas basta o atestado, e de 32 a 37 semanas entra também a declaração de responsabilidade. Na Azul, gestação múltipla ou de risco com 30 a 31 semanas pede atestado e formulário de gestante, e de 32 a 38 semanas pede o MEDIF.
Para gestação de risco, a LATAM manda enviar o atestado pelo formulário de contato ao menos 48 horas antes da viagem, e a GOL pede o MEDIF até 48 horas antes. Nesse caso, não deixe para o aeroporto.
Como deve ser o atestado e com quanto tempo de antecedência?
O atestado precisa ser recente. A LATAM pede que seja emitido no máximo 10 dias antes da partida, e GOL e Azul pedem no máximo 7 dias antes do embarque. As páginas escrevem "até 7 dias" e "até 10 dias antes"; se ficar em dúvida sobre como contar, pergunte à companhia antes de marcar a consulta.
O que o documento deve trazer também muda. A LATAM exige origem e destino, datas de partida e chegada, semanas de gestação e a autorização expressa do médico para viajar de avião. A GOL pede atestado original, com as semanas de gestação, a condição clínica atual, data, assinatura e carimbo com o número do médico no Conselho Regional de Medicina.
Na GOL, o atestado vale 30 dias, desde que o código de gestação não mude no retorno.
E se a volta cair numa semana de gestação diferente?
Cada trecho é avaliado pela semana em que a passageira estará no dia do voo. A GOL dá um exemplo: se a passageira embarca na ida na passagem da 35ª para a 36ª semana e, no voo de volta, já completou 36 semanas, precisa apresentar a declaração de responsabilidade e um atestado com o número de semanas atualizado.
A nossa leitura é prática: calcule a semana de gestação nas duas datas, a da ida e a da volta, antes de fechar a passagem. A viagem que cabe na 28ª semana na ida pode cair na 31ª na volta, e aí o documento muda. LATAM e Azul não detalham esse caso nas páginas que consultamos; confirme com elas se a sua volta cruzar uma faixa.
O que muda em voo internacional ou em destinos específicos?
Em voo internacional, a GOL informa que o atestado deve ser emitido no idioma da passageira, na via original, e traduzido de forma juramentada para os idiomas dos países de origem e destino. Se algum trecho for operado por outra companhia, a LATAM orienta rever as regras dessa empresa, que podem ser diferentes das dela.
A LATAM também lista casos especiais. Para Argentina, Peru e Fernando de Noronha, o limite sem restrição é a 27ª semana. Na Argentina, de 28 a 38 semanas a gestante apresenta atestado de no máximo 7 dias no aeroporto, e a partir da 39ª semana não viaja. No Peru, a restrição total vem na 36ª semana. Para Fernando de Noronha, a partir da 28ª semana não é possível viajar com a LATAM, por causa dos limites da estrutura hospitalar da ilha.
Grávida tem direito a atendimento preferencial no aeroporto?
Sim, as companhias oferecem. A GOL informa que gestantes e lactantes têm direito a atendimento preferencial e orienta pedir o serviço no balcão da GOL no aeroporto. A Azul pede que as gestantes façam o check-in nos balcões de atendimento preferencial.
Quem precisa de mais do que o atendimento preferencial encontra, no nosso guia de assistência especial na LATAM, como pedir a assistência, os prazos e o formulário MEDIF.
Posso viajar perto da data do parto?
As companhias desaconselham. GOL e Azul informam que não é recomendável viajar nos 7 dias anteriores nem nos 7 dias posteriores ao parto, mesmo com atestado. A decisão de voar, em qualquer fase, é da gestante com o médico dela. A companhia só define qual documento precisa estar na mão.
Se a viagem for com o bebê depois do nascimento, a Azul também não recomenda voar com recém-nascido nos 7 dias após o nascimento. Para o caso de viagem com criança, veja ainda nosso post sobre autorização de viagem para menor.
Qual é o passo a passo para não ser barrada no aeroporto?
- Calcule a semana de gestação na data do voo de ida e na data do voo de volta.
- Veja na tabela acima em que faixa cada trecho cai, para a sua companhia.
- Peça ao médico o atestado com todos os dados que a companhia exige, emitido dentro do prazo antes do embarque.
- Se a sua faixa pede MEDIF ou envio à área médica, mande com folga. LATAM e GOL falam em no mínimo 48 horas para esses casos.
- Leve o atestado original e a declaração de responsabilidade, se a sua faixa pedir, e faça o check-in no balcão de atendimento preferencial.
- Se a companhia mudar o voo, o prazo do atestado pode ficar curto: confirme de novo a validade antes de remarcar.
Se a companhia aérea tiver alterado ou cancelado o voo, vale conhecer também os seus direitos na Resolução 400 da ANAC.
Perguntas frequentes
A BSS não substitui o seu médico nem a companhia aérea. O que a gente faz é organizar a viagem em volta dessas regras: conferir em qual semana de gestação você estará em cada voo, escolher datas que deixem folga para o atestado e acompanhar o contato com a companhia se for preciso o MEDIF. Se quiser conversar sobre a sua viagem, é só pedir a cotação, que não custa nada.
Viajando grávida e quer ajuda para organizar as datas e os documentos?
Fontes consultadas
Páginas oficiais, consultadas em 1º de outubro de 2026. As regras podem mudar; confira a página da companhia na data da compra e na do embarque. Este texto resume regras das companhias aéreas e não é orientação médica.

